segunda-feira, 6 de junho de 2011

BR-101. O início de tudo e suas consequências econômicas.

Olá pessoal,
Depois de um tempo sem movimentar o blog, voltamos a atualizá-lo. A partir de agora, você vai poder acompanhar minhas ações por aqui também. Neste post, um artigo sobre a BR-101.
Boa leitura!





Em 2002 o município de Criciúma comemorava posição privilegiada no ranking de melhor cidade do Brasil para a realização de negócios, conforme dados da revista Exame. Na mesma época o norte do estado catarinense realizava o sonho da duplicação da BR-101. Daquele ano em diante, pouco se falou do privilegiado ranking e muito se fala na duplicação da única rodovia federal que atravessa Criciúma. Construída na década de 70, a BR-101 foi projetada para comportar a circulação de menos de cinco mil veículos diários, sendo que atualmente comporta o triplo desse número. Logo na década seguinte lideranças começaram a pedir pela duplicação e somente após vinte e cinco anos de insistência, a boa notícia do governo federal: “a obra vai iniciar”. Isto foi em 2005 com previsão de término para 2007. Então um novo momento de paciência. Foram promessas, atrasos, idas e vindas, licitações canceladas, empresas sem responsabilidade, má vontade e diversos percalços. Outras datas foram estabelecidas para a conclusão da obra, mas passados sete anos todos os prazos prometidos para a entrega da obra concluída não foram honrados. Agora a promessa é para 2012, que, segundo os realistas, só sai depois de 2014.

Além de Criciúma a espera pela duplicação prejudica moradores de outros dezesseis municípios catarinenses. A obra ainda enfrenta problemas em cinco grandes gargalos, como Lote 25, 29, Morro dos Cavalos, Canal de Laranjeira e Morro do Formigão, além dos diversos viadutos, pontes, passarelas e passagens inferiores pendentes.  Outras cinco rodovias estaduais atravessam Criciúma e nenhuma é duplicada. A BR-101 tem papel fundamental no desenvolvimento econômico, pois o sistema rodoviário é o maior meio de transporte utilizado no Brasil. A rodovia concentra, ainda, o maior volume de cargas entre o sul e as demais regiões brasileiras e é peça chave no corredor do Mercosul.

O potencial econômico de Criciúma é gigantesco, porém acanhado diante da situação. Pólo-produtivo na indústria plástica e de descartáveis, indústria química, confecção, cerâmica, metal-mecânica, colorifícios e extração mineral, além das grandes redes de supermercados. Mesmo com tanto potencial Criciúma e o sul catarinense perderam força. Temos muitas demandas a serem encaminhadas de forma conjunta e coletiva. Focando nas obras estruturais, o anel de contorno viário, a via rápida e o aeroporto também devem fazer parte do nosso rol incansável de reivindicações. A duplicação da BR-101 já reuniu forças, é quase realidade e tema prioritário neste momento.

Se não vejamos o exemplo do norte do estado: após a duplicação, houve um acelerado processo de crescimento das cidades que estão em seu entorno. Estima-se que houve um incremento de R$ 3 bilhões em investimentos feitos desde 2000, bem como a geração de mais de oitenta mil novos empregos. Segundo dados publicados pelo jornal Diário Catarinense em reportagem no final de 2010, há uma previsão de pelo menos R$ 870 milhões de novos investimentos até o ano de 2013 feito por diversas empresas privadas em áreas próximas a rodovia duplicada no norte do estado. A duplicação da BR-101 sul reduz distâncias, facilita a relação comercial, aquece o turismo, gera empregos, reduz problemas socioeconômicos e mortes em acidentes de trânsito.

Com certeza o movimento não é único, temos outras bandeiras importantes para levantar e camisetas para vestir. O movimento pela conclusão da duplicação da BR-101 foi deflagrado e todos os dias novos aliados se unem. Agora é: mãos dadas e convicção no ideal.

Tati Teixeira
Vereadora de Criciúma

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